AMETISTA
Pedra preciosa de cor roxa, devido à presença de pequena quantidade de ferro. Quanto mais escura, mais cara. É a gema mais valiosa do Rio Grande do Sul, sendo encontrada na Região Norte do Estado, especialmente no Médio-Alto Uruguai. É considerada símbolo da sinceridade e da lucidez. Seu nome provém do grego Amethystos (não ébrio), porque acreditava-se que as bebidas alcoólicas, se tomadas em cálice feito com essa pedra, não provocavam embriaguez. É usada nos anéis dos bispos e de formatura dos professores.
ÁGATA

É a gema mais abundante do Estado. Caracteriza-se por possuir faixas de diferentes cores ou tons, que podem ser naturais ou tingidas. Cerca de 90% das ágatas produzidas no mundo são tingidas. No Rio Grande do Sul, porém, apenas 40% passam por esse processo. Uma ágata nunca é igual a outra, daí a variedade de nomes que recebe: ágata arco-íris, ágata-anel, ágata-buquê. É muito usada em jóias e objetos decorativos há mais de 3000 anos. Seu nome deriva de Achates, rio da Sicília, na Itália, hoje denominado Drillo.
CRISTAL DE ROCHA

Muito abundante no Estado, associa-se à ágata e à ametista e apresenta-se incolor. É apreciado como peça de coleção e muito usado na cristaloterapia.
CITRINO

É uma variedade de quartzo de cor amarela ou laranja, eventualmente vermelha. É extremamente raro no Estado, mas obtido em grande escala por aquecimento da ametista, sendo vendido às vezes sob a denominação equivocada de Topázio Rio Grande. A obtenção do citrino por tratamento térmico ocorre quando a ametista tem cor fraca ou irregular, podendo-se assim obter material de valor superior ao da ametista original.
CALCITA

Além de branca, mais comum, pode ser incolor, azul, amarelo, esverdeada, vermelha, cinza. Utilizada (erroneamente) pelo mercado através dos nomes jade mexicano, alabastro oriental, onix mexicano e californiano.
GIPSITA

Usado principalmente na fabricação de cimento, é também utilizado para a fabricação de ácido sulfúrico, cerveja, moldes para fundição, giz, vidros, esmaltes e gesso. A industria cimenteira é a maior consumidora.
Dentre as demais gemas formadas nos basaltos, merecem destaque na Rota das Pedras Preciosas o Jaspe (geralmente verde), a Cornalina (variedade de calcedônia vermelha e alaranjada), o Ônix e a Obsidiana.